O FUTURO DA HOTELARIA NA ERA PÓS COVID-19

A hotelaria brasileira, aliás a mundial, precisará exercer sua característica histórica de resiliência para se adaptar e até mesmo evoluir após o evento do Coronavírus.

Especialistas do setor apontam que o o setor enfrentará o seu “pico de infecção” nos próximos 3 meses e deverá iniciar sua recuperação somente 6 meses depois. 

Porém, isto é previsão e não há nenhuma certeza nestas estimativas.

Logo, a  pergunta que 10 em cada 10 gestores hoteleiros se faz neste momento é? 


Como transformar esta crise em oportunidade ou mesmo em um processo de desenvolvimento?




CONCENTRAR-SE NA EXPERIÊNCIA E PERCEPÇÃO DO HÓSPEDE


O comportamento do hóspede irá mudar e a confiança deverá ser a tônica da nova relação entre hosts e hóspedes. 

Será fundamental para os hotéis exercitarem previamente a jornada do cliente dentro de seus restaurantes, quartos, espaços de convívio e eventos, levando em consideração cada detalhe que poderá incitar o medo de uma infecção. 

Nos setores de A/B, por exemplo, considere o fornecimento de refeições nos quartos sem contato direto e com porções de tamanho pré-definidas, reduzindo o manuseio de vários colaboradores.

A higiene dos quartos, o cuidado com os elevadores e áreas comuns…todos estes fatores poderão agora tornarem-se diferenciais competitivos para hotéis,  usando desta crise como uma oportunidade para posicionar-se.

(O caso por exemplo, dos hotéis de “quarentena") 



MUDANÇA DO COMPORTAMENTO DE CONSUMO


Em um momento onde o consumo de bens e serviços migra do fisico para o on-line, imagina-se que esta experiência deverá alterar o comportamento futuro de hóspedes.

Logo é o momento de aprimorar a interação com os clientes a partir das plataformas online, inclusive oferecendo, já na reserva,  a possibilidade de compra de todos os produtos e serviços disponíveis, evitando novamente contatos desnecessários.

Além disso, com esta medida o gestor hoteleiro poderá prever com mais assertividade a demanda, programando assim a mão-de-obra e insumos que serão de fato necessários e com isso, administrará  melhor seu fluxo de caixa.


FOCO NA GESTÃO DE ATIVOS


Infelizmente, é inevitável que em virtude da deficiência de fluxo de caixa, diversos hotéis devam enfrentar a insolvência, forçando seus  proprietários a decidirem pela venda de todo ou parte de seus ativos.

Mas também poderá ser o momento ideal para que, proprietários de ativos de alto potencial e com razoável liquidez, possam reposicionarem seus hotéis , reformando-os para tornarem-se competitivos diante de um novo cenário pós COVID-19.

(Estratégia inclusive que é alvo do propósito empresarial do UFO SPACE).


Resiliência e capacidade de inovar. 

Certamente serão estes as competências fundamentais para que o gestor hoteleiro possa enfrentar esta crise. 

Talvez tenhamos um belo benchmarking no setor para nos inspirar: O  Nishyama  hotel, fundado no Japão no ano de 705 (sim, a data está correta) e  que já está na 52a geração da família é a segunda empresa mais antiga em funcionamento no mundo.

Já enfrentou guerras mundiais, incontáveis pandemias e agora como todos nós, enfrentará também  o COVID-19.


Logo, levante a cabeça, inove e seja tão resiliente como o Nishyama Hotel.


Walker Massa - Adaptado do artigo de Yutong Meng , Associate na EHL Advisory Services, [HN]

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